Se é sem regresso, prefiro que vá
Ter-te por narcisismo é muito previsível.
Se é fato o retorno, eu contorno
Prefiro o seu abraço aos poucos a nenhum.
Eu fico com a voz ao telefone,
Com as linhas escritas na contra-mao do dia quente,
Com o riso que ressoa como uma alfaia dentro de mim.
Eu me sinto traída por essas circunstancias repetentes,
Partir e mudar, mas nunca deixar o legado
O gosto salgado já vem breve.
Se soubesses quantos gestos repasso
desde que entrastes no meu quintal.
Não desejo que vá, mas se é relevante, retorne sempre
Prefiro o seu abraço aos poucos para que meu coração de amiga
Beba do gosto adocicado da nossa crença,
A fé de que ainda houve um tempo em que se podia dar as mãos sem medo.
Eu te amo, minha amiga.
- Escrito após um dia daqueles que comem um pedacinho do nosso coracao, a uma amiga muito especial: Marina Cano -






